Noutros tempos, as regras de boa convivência diziam respeito à nossa postura quando encontrávamos alguém na rua, no café ou noutro espaço de convívio.

No nossos dias, essas regras vão mais além e a probabilidade de você violar uma delas é bem elevada.
Depende da imagem que você pretende passar de si mesmo. Se ambiciona ser uma pessoa rústica e sem modos então feche este separador e prossiga o seu caminho. A liberdade é o nosso bem mais precioso.
Se tem pretensões de estar no lado oposto do parágrafo acima, siga algumas destas sugestões. Não sou nenhum iluminado, as ideias aqui expostas vêm da observação do dia-a-dia.

1 – Não ocupe o centro do passeio. Arrume-se a um canto, deixe o mundo fluir.

2 – Evite o uso de 3 pontos de exclamação. Já reparou que isso acaba por ser um “ruído” na comunicação escrita?

3 – Evite escrever em maiúsculas. Corre o risco de alguém lhe responda na mesma moeda e a coisa pode azedar.

4 – Não discuta. Só vale a pena discutir com quem está de acordo. Discutir em desacordo só vai agravar este último. Sim, eu sei que dá vontade de estar ali 2 horas com a mão na cinta a falar sobre o sexo dos anjos. O mais certo é você arranjar um inimigo ou comprometer uma amizade. Já reparou que nos programas em que há debates políticos ou futebolísticos nenhuma das partes cede e por vezes até passam as marcas da boa educação?

5 – Gritar é perder energia. Se você precisa de gritar com alguém é sinal que algo está errado. A sua energia não é eterna. Saia desse registo.  Gritar só se for de felicidade.

6 – Ser agressivo nas redes sociais não serve de nada. Há gente que é crítico de profissão e está à espera da sua fúria para fazer troça. Está com um alto nível de agressividade? Então canalize isso para fazer algo de útil. Caminhar, correr, ir ao ginásio, lavar o carro. Conheci um senhor que quando estava muito agressivo agarrava num machado e começava a rachar lenha. Boa terapia, não acha? Ainda por cima aumentava o stock de lenha disponível.

7 – Você quer ser feliz ou ter razão? Pense: para que interessa ter razão? Se você quiser à força toda ter razão pode mais uma vez comprometer o seu futuro e a sua felicidade. E a razão é, em si, subjetiva. Você acha que tem razão na sua perspetiva mas lembre-se que há mais do que uma visão sobre o mesmo assunto. Isto não significa que você deva ser mole. Apresentar argumentos válidos é útil mas passar 20 anos da sua vida a tentar ter razão é meio caminho andado para que todas essas emoções negativas desaguem num tumor.
Vamos ser objetivos: você tem prioridade na rotunda e vê que o outro carro não vai parar. O mais óbvio é esquecer a razão e travar. Segundo a polícia, 99% dos acidentes de trânsito em rotundas são culpa dos 2 condutores. Como a velocidade de circulação é baixa, facilmente se consegue travar.
Pense comigo: você quer ter razão, perder horas com seguros e papelada,
eventualmente ir a tribunal e esperar anos pela decisão e respetivos recursos, mandar reparar o seu carro, aumentar o seu stresse, tomar medicação para ansiedade ou…travar e esquecer o assunto?

Tudo o que escrevi acima não funciona como um comprimido que você toma. Se quer realmente melhorar nos pontos descritos, aproxime-se de pessoas que costumam agir dessa forma e programe a sua mente para que ela fique alerta a estas e a outras situações que requerem a sua agilidade mental.

Votos de bom fim de semana!

Texto de Rui Barros

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